Vigilância Sanitária interdita parte da emergência do hospital de Brazlândia

03/11/2016 18h03 – Atualizado em 03/11/2016 18h12

Vigilância Sanitária interdita parte da emergência do hospital de Brazlândia

Laudo apontou superlotação, baixo efetivo, falta de estoque e de aparelhos.
Casos de baixa gravidade serão encaminhados a postos de saúde e UPAs.

Mateus Rodrigues

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Fachada do Hospital Regional de Brazlândia, no Distrito Federal (Foto: Gabriel Jabur/GDF)
Fachada do Hospital Regional de Brazlândia, no Distrito Federal (Foto: Gabriel Jabur/GDF)

Equipes da Vigilância Sanitária do Distrito Federal determinaram a interdição parcial, nesta quinta-feira (3), da emergência do Hospital Regional de Brazlândia. Segundo a direção da unidade, a inspeção aconteceu por volta das 10h e identificou problemas como superlotação e falta de profissionais para o atendimento dos pacientes.

Enquanto durar a restrição, apenas casos considerados “gravíssimos” serão atendidos no pronto-socorro, que está operando com capacidade reduzida. Os outros pacientes serão encaminhados a postos de saúde da região ou à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Ceilândia.

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que os problemas identificados na emergência do hospital incluem “pacientes além de sua capacidade, número de profissionais reduzido, baixo quantitativo de alguns materiais e equipamentos fora de operação”. Não há um prazo previsto para a normalização do atendimento.

O diretor do hospital, Jean Ponciano, confirmou ao G1 que o pronto-socorro funcionava “acima da capacidade” na manhã desta quinta. Segundo ele, o espaço consegue receber cerca de 30 pacientes ao mesmo tempo, mas tinha mais de 40 pessoas em observação no momento da vistoria.

“São pacientes que ficam ‘internados’ em observação, mas não sobem para os quartos. Estão ali aguardando exames, tomando medicamentos. É sazonal, tem dia que está tranquilo, tem dia que está lotado. Dia que chega mais, dia que chega menos paciente do Entorno”, diz Ponciano.

Segundo o diretor, o hospital de Brazlândia tem duas ambulâncias permanentes e vai receber reforços nesse período de restrição, para facilitar o caminho dos pacientes que não puderem ser atendidos.

No início da tarde, pacientes que estavam internados na emergência de Brazlândia foram transferidos pela Secretaria de Saúde para resolver a superlotação. De acordo com Ponciano, duas alas que estavam interditadas para reforma e aguardavam ajustes finais foram liberadas, aumentando a capacidade de acolhimento em 10 leitos.

Apesar das medidas de curto prazo, a direção do hospital não consegue estimar o tempo necessário para normalizar o atendimento.

“A gente tem equipamento no hospital, pronto para ser instalado, aguardando reforma de sala. São coisas que não dependem da direção do hospital, e sim de contratos, de continuidade de licitação, de orçamento”, diz Ponciano.

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