Disciplina: necessária em todas as idades.

Em primeiro lugar é preciso transformar a disciplina em um “valor”. Isto é, fazendo com que seja a mesma vista como uma qualidade humana, imprescindível à convivência e fundamental para as boas relações interpessoais. A disciplina não pode, jamais, chegar ao filho, aluno como uma ordem, um castigo, um imperativo que partindo do mais forte, dirige-se ao oprimido em nome de seu conforto pessoal, mas como pauta de debate, reflexão, estudo de caso e análise onde se descobre a hierarquia. A Literatura, a História e a Geografia podem se transformar em espelhos que refletem que a disciplina que se busca não é apenas a que se vê na relação pais x filhos, professor x aluno, mas toda aquela que leva a um relacionamento saudável e ideal. Depois de uma ampla sensibilização sobre a disciplina enquanto valor humano cabe uma franqueza cristalina na discussão de regras, princípios, normas e fundamentos que são essenciais a todos, ainda que funções diferentes impliquem em regras não necessariamente iguais. Qual a disciplina ideal na opinião dos filhos e alunos? Qual na opinião dos pais e professores? Quais regras são boas para todos e quais sanções cabem a quem não as cumpre? Esse diálogo não deve valer somente para se sensibilizar mas sobre o valor da disciplina, mas para formalizar verdadeiro “contrato” que unindo interesses, exigirá reciprocidade.

Então  um sincero convite para que todos os membros da comunidade – alunos, pais, professores, etc. – ajudem  a construir os valores que objetiva. Que se mostre o e que espera que faça o cidadão, que se busque algumas simples regras para a comunidade que uniformizando a solidariedade, sinaliza, para a construção de um ideal. A construção de regras implica tacitamente na proposição de sanções quando de sua infringência, tal como no esporte o descumprir da regra implica na falta, e estas sanções necessitam menos castigar que orientar, menos punir e bem mais relevar o sentido e a significação de se viver em grupos.

Isto mudará o mundo fora de casa, da escola, além do entorno e de sua comunidade? Ocorrerá a restauração da fila e o voltar do respeito? Impossível ter certeza, mas ainda sem ela fica a convicção de que se a comunidade não fizer da sala de aula o seu espelho, ao menos os alunos e mestres desta sala a transformarão em abrigo sereno que sonha transformar-se em pequenino modelo para uma comunidade melhor.

 

Segundo Paulo Freire: “Ninguém se disciplina sozinho. Os homens se disciplinam em comunhão, mediados pela realidade”. Logo ela deve ser passada aos subordinados por meio do exemplo de seu comandante, e não apenas por palavras vagas, pois a tropa é o espelho do seu guia.

 

Zilda de Fátima Franco Professora/pedagogaZilda

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