Idade de transição: dos 6 aos 7 anos

Idade de transição: dos 6 aos 7 anos
Cláudia Magalhães

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Tenho escutado muitas queixas de mães, minhas pacientes, referente às seus filhos (as) com idade entre 6 anos e 7 anos. De fato é uma idade de transição, transformação, angústias e inseguranças. Para ambas. Não é uma fase somente difícil para os pais, mas também para as crianças. Mas mantenham a calma, isso passa! Entre o sexto e sétimo ano de vida, a criança encerra uma etapa importantíssima de todas as conquistas, que serão o alicerce do aprendizado futuro. O respeito por cada etapa do desenvolvimento da criança, sem acelerar, resulta na organização essencial do seu corpo físico, para que este possa apoiar a organização de uma vida independente que está se desenvolvendo. Essas forças, que estavam em grande atividade na criança durante sua maturidade corporal e social do nascimento até os 7 anos de idade, são então liberadas para o aprendizado. Completando 7 anos de idade no primeiro ano escolar, a criança terá mais probabilidade de estar madura para iniciar uma nova etapa de aprendizado.
Nessa transição dos 6 aos 7 anos, vocês perceberão que ela precisa ser o centro do seu próprio universo, se torna Egocêntrica. Nessa fase, não podemos falar em furto, uma vez que na sua idade a criança ainda não adquiriu a noção clara de propriedade. A noção de “meu” é adquirida muito antes que a noção do “teu”, uma vez que a criança tem um pensamento marcadamente egocêntrico. A criança passa por um período em que tudo lhe pertence e vai ser muito natural que ela comece a trazer objetos da escola, pertencentes aos seus coleguinhas. Mas, os pais precisam começar a mostrar o que é dela, o que lhe pertence, e o que NÃO lhe pertence, fazendo-a devolver o que não é seu. É dominadora, obstinada, desafiadora e agressiva. Eticamente é pouco apta, devido à sua fase evolutiva, que lhe imprime a tentação de enganar, o que é mais notório no campo dos jogos. Aceita a culpa com mais facilidade em coisas grandes do que pequenas. Uma fase onde ela anseia o elogio e a aprovação e reage lenta ou negativamente quanto a uma ordem, mas passado um tempo, talvez a ponha em prática espontaneamente, como se se tratasse de uma ideia sua. Possui dificuldade para decidir, fica insegura entre duas possibilidades.
Nesta fase, a criança gosta de possuir grande número de coisas mas não as cuida, apresentando certa irresponsabilidade, cabendo aos pais dar noção das coisas que ela já tem, e da não necessidade de mais e mais coisas. (brinquedos, objetos, etc…)

Está nessa fase em plena adaptação a dois mundos: o da sua casa que lhe exige novas responsabilidades e o do colégio com todas as suas estruturas, regras… e é a fase onde começa a ver e a conhecer a si própria; assim firma as bases para a sua autovalorização que culminará e amadurecerá nos 7 e 8 anos. Se torna muito ansiosa: toca, mexe e explora todos os materiais. As suas manifestações tensionais ou descargas chegam por vezes a um ponto limite, chegando por vezes a criança a perder o controle, apresentando muita agitação, roer as unhas, etc..
Há um desejo e necessidade de ser a mais querida, a primeira sempre. Vocês perceberão também, que nessa fase a criança conta histórias exageradas, fantasiosas, adorando o elogio e não tolerando a crítica. Dá verdadeiro interesse ao valor do dinheiro, como ganho e recompensa, sugiro que nessa idade a criança passe a receber uma mesada de valor simbólico, para que a mesma possa começar a aprender o verdadeiro valor do dinheiro.
Já, aos 7 anos, a criança se torna mais consciente de si própria e está mais absorvida em si mesma. Aparenta viver “noutro mundo”. Parece não ouvir o que se solicita. Pode se tornar introvertida, e desenvolve-se nela o sentido ético (distinção entre o bem e o mal), não só nela, mas também nos outros, buscando agradar e ter consideração pelas pessoas, se tornando uma boa ouvinte: centrou a sua atenção e está aberta a novos conhecimentos.
A mãe deve reconhecer e compreender o caráter passageiro desta conduta tão extremosa e agressiva da criança de 6 e 7 anos; deste modo a criança se tornará mais dócil. O castigo nestes momentos não serve de nada. A criança terá com isso um arrependimento momentâneo mas a sua conduta não melhorará. É uma criança que precisa de afeto e carinho constante: esta é uma fase de ajustamento pessoal e social e todo o ajustamento leva implícito uma crise. É agora que o pai desempenha um papel importante: a criança começa a se preocupar com ele, lhe pedir ajuda em tarefas simples; viver juntos os momentos de ócio, etc.. É também importante o papel do professor, que não substitui nem pouco mais ou menos a mãe, mas reforça, com um sentimento de maior segurança. Pais: dêem responsabilidades de acordo com as suas possibilidades.
É necessária uma relação mútua e forte entre a família e a escola, sobretudo nesta idade, e fundamental que pais e professor mantenham uma relação estreita, para conhecer o comportamento na escola.

Cláudia Paiva de Magalhães
CRP: 06 / 79932
Psicóloga Clínica – Especialista em Psicossomática
Rua: Flórida, 516 – Brooklin
Celular: (011)99495 6510
www.oficinasaudebrooklin.com

14 thoughts on “Idade de transição: dos 6 aos 7 anos

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