Mais uma História de Amor

Mais uma História de Amor

O projeto Histórias de Amor procura sempre ajudar a divulgar casos de pessoas desaparecidas e, com isso, auxiliar os familiares a encontrar seus queridos. Dessa vez, a história a ser contada é a do Alison Santos de Almeida, que desapareceu aos 20 anos em 24 de agosto de 2013, em São Paulo. Alison faz aniversário em 27 de janeiro, é canhoto e design gráfico, mas trabalhava como porteiro registrado. Único filho homem da Miriam, ele tem uma irmã de 6 anos que sofre muito com seu desaparecimento.

Abaixo você conhecerá o relato de um amor incondicional e de uma mãe que está em uma busca sem fim pelo amor da sua vida:

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No dia 24 de agosto de 2013 cheguei do trabalho em casa às 18 horas e percebi que meu filho não estava. Normalmente, quando estava de folga, ele ficava na frente do computador fazendo formatação de imagens, pois queria ser design gráfico, mas naquele dia não estava lá. Perguntei à minha filha Thamires e ela me disse que ele havia saído e não avisou onde estava indo. Apenas coloquei a bolsa na mesa e liguei para ele, que me atendeu prontamente e disse que estava na casa da namorada, que iria dormir lá. Antes de desligar ele me falou algumas palavras que ficaram marcadas no coração: “Mãe, até amanhã, fica com Deus, te amo, minha Rainha”. Foram as últimas palavras que ouvi do meu filho e nem foram pessoalmente, foram em um celular.
WhatsApp Image 2017-07-13 at 06.28.47Fui dormir tranquila. No domingo, dia 25 de agosto de 2013, às 9h53, recebi uma ligação da minha nora me perguntando se meu filho estava em casa. Eu disse que ele não havia chegado e perguntei o porquê da pergunta. Ela me respondeu o que eu nunca gostaria de ter ouvido: “Ele saiu às 20h e não voltou mais”. Pedi para ela explicar melhor e ela me disse que eles iam assistir a um filme e haviam pedido uma pizza; eles tinham acabado de tomar banho e estavam aguardando a pizza quando o celular dele tocou. Era um amigo com quem ele tinha feito amizade há três meses, dizendo que tinha ido no final do Jardim Horizonte Azul, próximo a onde a namorada do meu filho morava, e que não estava sabendo como voltar para o Jardim Angela.
Meu filho falou que iria lá ensinar para ele o caminho mais rápido, pois o amigo estava de carro (uma perua branca), então dava para achar um trajeto melhor. Quando estava saindo, ele pagou o entregador, colocou a pizza na mesa e saiu. Às 20h30 ele ligou para a namorada informando que já tinha encontrado o amigo e que estava explicando o caminho e que em dez minutos estaria de volta. O tempo passou, meia hora depois a namorada estranhou a demora e ligou pra ele, mas o telefone deu fora de área ou desligado.
Durante toda a noite a namorada tentou contato, mas sem sucesso. Ela saiu de manhã para trabalhar e no serviço me ligou. A partir daí começou o meu pesadelo: ligo pra ele, procuro em todos os lugares, mas não encontro. Colo cartazes em postes, portas de lojas e pontos de ônibus e não cesso a minha busca, faça chuva ou faça sol. A cada quinze dias vou às escadarias da igreja da Praça da Sé WhatsApp-Image-2017-07-11-at-16.39 para dar o meu grito em silêncio. Cada vez que levanto o cartaz com a foto do meu filho escrito “desaparecido”, estou gritando: Alison, onde está você?
Nunca vou cessar a minha procura, enquanto tiver fôlego de vida vou procurar o meu filho, pois, o meu amor é maior que qualquer dor e saudade. Durante esses três anos e dez meses, além da saudade, me restou a fé de um dia poder ouvir meu filho dizer novamente: “Te amo, minha rainha”.
Miriam, mãe do Alison

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