Meningite: nova vacina chega ao Brasil

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Medicação previne contra o tipo B da doença, responsável por cerca de um quinto dos episódios no país

Por Adriana Toledo –

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Pais são obrigados a vacinar filhos (Foto: Thinkstock)
Já difundida nos Estados Unidos e na Europa, a vacina que imuniza o organismo contra meningite do tipo B, responsável por 20% dos casos registrados no Brasil, acaba de chegar no país. Fabricado pela farmacêutica GSK, o produto é comercializado por R$ 340, a dose. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, CRESCER conversou com o neonatologista Renato Kfouri , presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). Em entrevista exclusiva, ele falou mais sobre a ação da medicação que, por enquanto, só está disponível em clínicas particulares. Confira:

CRESCER: Qual a prevalência da meningite B no Brasil?
Renato Kfouri: Estima-se que ocorram cerca de 8 mil casos de meningite bacteriana, anualmente, no país. Destes, aproximadamente 70% seriam do tipo C, 20% do tipo B e 10% dos tipos W e Y.

C: Quais são os principais argumentos que justificam a aplicação da vacina?
RK: Embora a frequência não seja muito grande, a evolução do problema é rápida e bastante grave. Um quarto das crianças contaminadas acaba morrendo e 20% das que sobrevivem têm sequelas importantes. Sem contar que os sintomas, como mal-estar, febre e vômitos, podem se confundir com os de outras doenças, dificultando o diagnóstico.

C: Onde e quando estará disponível?
RK: Por enquanto, só na rede particular, a partir do dia 15 deste mês. A expectativa é que, futuramente, seja incorporada pelo sistema público, voltada inicialmente para os grupos de risco, como pessoas imunodeprimidas, ou para o bloqueio de surtos.

C: Quais são as principais reações provocadas pelo imunizante?
RK: As mais comuns são as mesmas desencadeadas por outras vacinas, como desconforto local, febre e irritabilidade. O incômodo costuma surgir, especialmente, quando a aplicação ocorre em conjunto com a de algumas outras vacinas, como a que previne difteria, tétano e coqueluche. Por isso, seria mais adequado que as crianças a recebessem juntamente com a vacina contra a meningite C, que já faz parte d.

C: Existe contraindicação?
RK: Somente para grávidas, já que a segurança não foi testada nesse grupo, para pessoas que apresentem alergia a algum componente ou que tenham manifestado reação intensa a uma dose anterior.

SERVIÇO
Preço: A GSK, fabricante do produto, comercializa as doses para as clínicas privadas por 340 reais. No entanto, o custo final repassado ao consumidor pode variar, devido a tributações.
Esquema de vacinação
Lactentes de 2 a 5 meses: três doses, com intervalos de pelo menos dois meses e um reforço entre 12 e 23 meses.
Lactentes não vacinados de 6 a 11 meses: duas doses, com intervalo mínimo de dois meses, e um reforço no segundo ano de vida, com intervalo de pelo menos dois meses entre a vacinação primária e a dose de reforço.
Crianças a partir de 1 ano de idade: duas doses com intervalo mínimo de dois meses. A necessidade de reforço ainda não foi estabelecida.

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