Meninos e Meninas

Meninos e Meninas

 

Ele tem 12 anos e estuda em uma escola particular de São Paulo. Não é muito diferente dos meninos da sua idade, mas agora está preocupado. Ele está tentando ajudar uma amiga, mas não sabe muito bem como. Pede ajuda para as meninas da turma, para qualquer menina que estiver por perto. Sua colega está no banheiro e precisa de um absorvente e ele está em busca de um, para ajudar a amiga.

 

Recentemente minha filha mudou de escola e as diferenças entre as filosofias e o ambiente das duas instituições me fizeram refletir sobre diversos temas. Um deles é justamente como tratamos de forma diferente meninos e meninas.

É claro, eles são diferentes! Mas essa diferença não deve colocar um deles como superior ou inferior, nem deve separá-los com pré-conceitos ou brincadeiras constrangedoras.

O garoto não passa a ser “menos homem” porque está ajudando uma amiga. Pelo contrário, a situação apenas o ajuda a ser mais sensível aos problemas alheios, ainda que eles nunca possam acontecer com ele. Se colocar na pele dos outros deve acontecer independente do gênero, da cor da pele, da classe social.

Happy children playing in ball pool at a party Aliás, o garoto não passa a ser “menos homem” porque tem uma amiga. É muito comum ver esse tipo de atitude entre os pré-adolescentes, o que é corroborado pelas famílias. “Meninos são amigos de meninos; meninas são amigas de meninas; menino e menina junto só pode ser namoradinho”.

Não! Eles podem sim ser amigos e é melhor que sejam mesmo! Afinal, eu quero que meu filho seja sensível aos problemas femininos, que ele conheça a alma das mulheres para que ele possa ser um marido que compreenda sua esposa, que a veja como igual, que a ame como uma pessoa a sua altura!

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