Os Limites na educação dos filhos,

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Talvez não haja tarefa mais difícil e incerta do que criar filhos. Eles são diferentes entre si e nunca temos a certeza de que estamos acertando, a não ser quando começamos a perceber resultados.
Quando a conduta de um filho não está a contento, começamos a agir. Mas, muitas vezes, essa ação é equivocada, piorando ainda mais as coisas.
Em meio à vastidão de possibilidades que o assunto suscita, uma das prioridades é a questão dos limites.
Reizinho ou princesinha em casa, nossos filhos precisam ser preparados para serem pessoas comuns perante esse mundo de bilhões de habitantes; onde nem sempre os pais, avós, tios e padrinhos estarão por perto.
Então, de nada adianta superproteção se ela não acompanhará a criança pela vida toda. Portanto, nossos filhos têm de aprender a viver em sociedade, enfrentado contrariedades, frustrações, imposições e decepções; sobrevivendo a tudo isso.
Então, como educá-los?
Em primeiro lugar, temos que educar nossos filhos para o mundo.Então devemos excluir dos critérios as nossas culpas – por mais que possam ser reais – e as “compensações” por elas. Afinal, o mundo não leva nossas culpas em conta; sejam elas reais ou não. Se também estamos de acordo quanto ao fato de que umas coisas não compensam outras (filho não é negócio), então vamos em frente. Dr Alessandro Vianna
Se os pais dão aos filhos tudo o que querem, quando crescerem acreditarão que o mundo tem obrigação de lhes dar de mão beijada tudo que desejam.
Se ninguém faz nada quando esbravejam, choram de pirraça ou chingam, vão considerar-se interessantes e pensar que o mundo vai admitir isso.
Esperar que eles tornem-se maiores de idade, para só então aprenderem sobre moral e responsabilidade, é algo muito perigoso.
Não deixe que eles pensem que sempre haverá quem apanhe tudo que eles deixam jogado pela casa (livros, roupas, sapatos, etc…), porque isso pode ensiná-los que sempre alguém fará tudo para eles e que podem jogar sobre os outros toda a responsabilidade pelos seus atos.
Nunca lhes dê todo o dinheiro que querem. Assim que possível, deixe-os ganhar seu próprio dinheiro. Passarem pelas mesmas dificuldades que você já passou vai ensiná-los como você aprendeu e não vai matá-los, como não matou você.
Cuidado ao tentar satisfazer todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Já ouviu falar de jovens que não dão valor a nada ? Ou de jovens que não sabem lidar com frustrações?
Na justa ânsia de defender seu filho, cuidado para não tomar todas as vezes o partido dele contra vizinhos, professores, ou policiais. Se não, vai parecer que ele é perfeito e nunca erra. Ou ele vai acostumar-se a se sair bem mesmo quando estiver errado.
Não seja omisso.Quando ele se meter em alguma encrenca séria.
Não faça promessas que não possa cumprir; seja um prêmio ou um castigo.
Nunca troque atenção e presença por presentes ou libertinagem. Se o tempo com o seu filho é pouco, engrandeça-o com qualidade (atenção, criatividade e bons exemplos).
Se você é separado e o filho mora com você, não tente substituir a falta do pai ou da mãe com bens materiais e liberdade excessiva.Além dessa substituição não acontecer, ele vai estar vivendo além dos limites indevidamente.Se você é o visitante semanal, mantenha as regras e dedique-se ao máximo em atenção e presença efetiva.
Conversando com o seu filho, estimule-o a falar e ouça. Quando falar, seja construtivo, faça-o perceber que o ama e mostre o que espera dele.
Explicando-lhe as suas expectativas sobre ele, leve-o a enxergar o seu próprio potencial.
Saiba escutar o seu filho, mas nunca deixe que ele próprio conduza o seu processo educativo. Esse papel é seu, que já tem idade e experiência para isso.

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